Há uns anos o actor Raúl Solnado em breves declarações, julgo que por volta de 2002 quando abriu a Casa do Artista, falou mais ou menos nestes termos:
Imagine-se passarmos dois dias em que deixava de haver tudo o que fosse Arte. Deixava de se ouvir música na Rádio, só se ouvia palavreado não literário, mas só de opinião (também eivado de arte de crónica), todos os quadros seriam tapados, deixava de haver moda, a televisão deixava de ter genéricos cheios de animação, só aparecia alguém com uma roupa iguala a toda a gente porque tinha acabado a arte dos costureireiros e designers de moda, a propria arte da arquitectura das nossas ruas era apenas engenharia civil. Todo o fenómeno criativo terminava.
As crianças, claro que não brincavam mais, nem às escondidas, nem jogos de bola, nem danças.
Era mais certo que todos nós acabávamos por adoecer.
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