quinta-feira, 2 de outubro de 2008

1000 - A CONTRACORRENTE HUMANA (CA)


“A arte diz o indizível;
exprime o inexprimível;
traduz o intraduzível.”
(Leonardo Da Vinci)

ProfªLuísa vai para a plateia durante a canção de zita e fica aterrorizada com o que vê. No final da Canção vai buscar Zita p/lhe mostrar a multidão/plateia
Zita Castro tem mais revelações do que viu na net acerca do GT (Guilhermino Teodásio). Canção "Haja o que Houver"demonstra dedicação à causa do Professor.

Zita durante a canção percorre um caminho secreto na casa para chegar a um disco rígido que contém todas as descobertas de Anoreldo. É ali que tudo está.
Veja-se a contracorrente de humanos que vem da Aldeia.
As artes acabaram.
Deixou de haver naquela àrea condições para qualquer gesto criador. Pior. A população abandona as casas onde sempre viveram, para se mudar para outras que lhe estão destinadas na Aldeia junto à fábrica, para o aglomerado de casas que substituirá a aldeia deles, será a Nova Aldeia do Sol. Mudam-se antes de tempo, empurrados pelo fogo, para as casas sem alma.
Sim. Porque as casas também têm alma.


Há uns anos o grande actor Raúl Solnado em breves declarações, julgo que por volta de 2002 quando abriu a Casa do Artista, falou mais ou menos nestes termos:
Imagine-se passarmos dois dias em que deixava de haver tudo o que fosse Arte. Deixava de se ouvir música na Rádio, só se ouvia palavreado não literário, mas só de opinião (também eivado de arte de crónica), todos os quadros seriam tapados, deixava de haver moda, a televisão deixava de ter genéricos cheios de animação, só aparecia alguém com uma roupa iguala a toda a gente porque tinha acabado a arte dos costureireiros e designers de moda, a propria arte da arquitectura das nossas ruas era apenas engenharia civil. Todo o fenómeno criativo terminava.
As crianças, claro que não brincavam mais, nem às escondidas, nem jogos de bola, nem danças.
Era mais certo que todos nós acabávamos por adoecer.

Nesta história há toda uma região sem manifestação artística. Uma região em que o totalitarismo de uma empresa é cada vez mais uma dolorosa realidade para quem lá habita.
As pessoas doentes.
A pergunta:"Para que serve a Arte tem de ter uma resposta"
porque há pessoas que fumam? porque as pessoas se beijam ? ....

Foi este cenário apocalítico que antevi nesta Aldeia do Sol.
Vagamente parecida com a Aldeia da Luz que foi recriada para que a original ficasse submersa com as àguas do Alqueva.
A população da nova Aldeia da Luz vive de olhar parado, guarda na memória a sua casa, o seu passado, e a nova aldeia da luz com casas feitas a régua e esquadro.

É de todo o interesse por parte do GT que os aldeões abandonem as suas antigas casas pois que essas têm ligação à TV por cabo que lhes permite ver outros canais de Televisão que não o da Grande Causa. Este canal do GT é o grande meio de manipulação desta gente.

As pessoas estão doentes. Um efeito colateral imprevisível numa população motivada pela falta de criação humana.

O Tiago é o grande elemento que descobre a tramóia da Grande Causa.
Esta corrente humana a deslocar-se imaginei a Aldeia da Luz num dia em que as pessoas mudavam de uma hora para a outra.
As pessoas sãotransferidas, caminham a pé por causa das implosões e incêndios terem chegado a suas casas.

As pessoas da aldeia estão afectadas. Mas afectadas em quê? Com que sintomas visíveis? elas reagem de forma normal ou não?

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