com a devida vénia publico excerto do mail da Inês Guerra, ora recebido:
(...) Sei que ainda não é a versão definitiva mas como disseste que querias saber o que achei, aqui vai:
Gostei bastante da história e acho que pode dar um espectáculo divertido, que prende a atenção do público, cria suspense e, além disso, acho que toca temas muito importantes e pode ter um lado didáctico para as crianças.
No I acto, acho que a explicação relativa aos planos da Carmina e às investigações do cientista Anoreldo está boa e acessível de perceber. Nessa parte surgiu-me foi uma dúvida em relação às personagens Luísa e Zita pois, parecem-me de alguma forma conscientes do perigo e do que se está a passar mas ao mesmo tempo parecem-me um pouco condescendentes com a Carmina e com essa situação. Gostava de perceber melhor esse aspecto porque acho importante para a construção das personagens.
No II acto, acho que pode ser giro a Luísa e a Zita andarem pela plateia e o público corresponder às pessoas da aldeia que foram afectadas, gostei dessa ideia, acho que pode dar uma interacção boa e proximidade. Também achei giro a troca com o nome do Manuel Luís Graxa. Essa personagem e a do juiz não vão aparecer em vídeo, certo? Também gostei da ideia do vídeo com o jogo das sombras chinesas, acho que pode ficar bonito. E nessa parte, acho interessante para as crianças quando se fala em brincadeiras alternativas, em que não seja preciso electricidade, já que é uma realidade muito distante e importante de ser lembrada. Não percebi bem a transição para o DD (em que já todos estão salvos), pareceu-me que faltava alguma coisa que fizesse a ligação para isso. Achei o discurso do Anoreldo (do Nobel) muito bonito.
Acho que a peça tem um lado de diversão que é muito importante mas também aborda assuntos sérios e pertinentes, fazendo levantar questões como a clonagem, a manipulação dos Media, o ambiente e a sua preservação, o progresso, o petróleo, etc.
Tem tudo para dar um bom espectáculo. Parabéns! :)
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